18 de Maio de 2010

O que diz o Cavaco (em comentário alheio)

Daqui

De Fábio a 18 de Maio de 2010 às 16:27

O que é que diz o Cavaco?


1) "É de lamentar que não tenha havido vontade política para alcançar um consenso partidário alargado"

É de lamentar que um professor universitário doutorado em finanças não saiba fazer contas. Se a lei foi aprovada na AR, é porque houve uma maioria a aprová-la. O que quer o senhor dizer com consenso partidário alargado? Há matérias que precisam de maiorias qualificadas, será esta uma delas? Cavaco, o jurista?

2) "Face à grave crise que o País atravessa e aos complexos desafios que tem à sua frente, importa promover a união dos Portugueses"


Isso, filho. É disso mesmo que estamos a falar. Há anos.


3) "As forças partidárias que aprovaram o diploma não quiseram ponderar um princípio elementar da acção política numa sociedade plural: o de escolherem, de entre as várias soluções jurídicas, aquela que fosse susceptível de criar menos conflitualidade social ou aquela que pudesse ser aceite pelo maior número de cidadãos, fosse qual fosse a sua visão do mundo."


Os deputados representam os cidadãos. Cavaco, tens de ir estudar, tentar perceber o que é a AR. Ou vai comer bolos. Mas evita dizer m*rda.


4) "Bastava ter olhado para as soluções jurídicas encontradas em países como a França, a Alemanha, a Dinamarca ou o Reino Unido que, como é óbvio, não são discriminatórias e respeitam a instituição do casamento enquanto união entre homem e mulher.
Nesses países, à união de pessoas do mesmo sexo foram reconhecidos direitos e deveres semelhantes aos do casamento entre pessoas de sexo diferente, mas não se lhe chamou casamento, com todas as consequências que daí decorrem."

Sim, Cavaco. Faz todo o sentido andar a discutir "CASAMENTO" e depois fazer um lifting e chamar-lhe outra coisa qualquer. Aí é que está o ponto principal.


5) O diploma da Assembleia da República, que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, foi por mim submetido à fiscalização preventiva do Tribunal Constitucional, tendo por este sido considerado não inconstitucional.


Pois. Tu até pediste a fiscalização do documento todo, não
foi? Ah, espera. Ficou aquela parte de fora. Aquilo da adopção. Pois. Porreiro, pá. Seu maroto!

6) Tal não impede, contudo, que o Presidente da República possa ainda utilizar o poder de veto que a Constituição lhe confere e devolver o diploma ao Parlamento.


Pois. Mas aí tinhas que tomar uma "decisão". Tinhas mesmo que "dizer" alguma coisa, em vez de "falar" apenas. Poh. É complicado. Eu compreendo-te.

7) Sendo assim, entendo que não devo contribuir para arrastar inutilmente este debate, o que acentuaria as divisões entre os Portugueses e desviaria a atenção dos agentes políticos da resolução dos problemas que afectam gravemente a vida das pessoas.

Estiveste três dias de férias a acompanhar o outro, e agora deu-te para te lembrares que és presidente disto?


8) Assim, decidi promulgar hoje a lei que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.


Já reparaste que bastava teres dito isto?


Por favor. Alguém me explica, com humildade e honestidade, para que serve o PR? Eu fui ler à Constituição, e não consegui perceber. Pelo menos não percebi para que serve este PR.


4 comentários:

Papoila e Orquídea disse...

Assino por baixo! O mais relevante foi mesmo a última frase e o gole em seco, o baixar dos braços e a saída derrotada depois de a ter dito. Está feito! =) *

lua ( disse...

Deve-lhe ter custado horrores! Mas, temos pena... Desta vez foi contra sua vontade, (e mostrou uma atitute homofoba e nojenta), mas o que interessa é que foi! ;) Isso já ninguém nos tira!

Maria Clarinda disse...

E como eu assino por baixo tudo o que disseram , aqui e acabo com o que a lua disse..."Isso já ninguém nos tira!"

Cátia disse...

Ola Orquídea,

Apesar de nao ir comentando vou lendo... Sinto a sua ausencia por aqui... espero que esteja tudo bem.

Beijinhos
CA

Pelo sonho, ambição ou loucura, à descoberta de novas terras, achamento de antigas praias e as banalidades do costume.